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Saturday, September 26, 2009

Pop francesa no feminino
hoje às 18.00 na Sala Buondi


QUEER POP 2
Ela e ela (e em francês)

Telediscos comentador por Nuno Galopim e João Lopes

Zazie, Un Point C’est Tout (França, 1996), de Didier Le Pecheur
Zazie, Adam & Yves (França, 2002), de Mathieu Saliva
Zazie, Sucre Salé (França, 1992), de Pascal d’Hoeraene
Zazie, Slow (França, 2004), de Didier Le Pecheur
Zazie, Tout Le Monde (França, 1998), de Jean-Baptiste Mondino
Mylène Farmer, Dégénération (França, 2008), de Bruno Avillan
Mylène Farmer, California (França, 1996), de Abel Ferrara
Mylène Farmer, Sans Logique (França, 1989), de Laurent Boutonnant
Mylène Farmer, Que Mon Coeur Lâche (França, 1992), de Luc Besson
Mylène Farmer, Libertine (França, 1986), de Laurent Bouronannt
Zazie, Je Suis Un Homme (França, 2007), de Yves Attai
A sessão é de entrada livre.

Saturday, September 19, 2009

Queer Pop: Programa 1

18h00
Sala Buondi

Panorama 2008/09
Sessão comentada por João Lopes e Nuno Galopim
(entrada livre)


The Presets, This Boy’s In Love (Austrália, 2008), de Casper Balsev
Tiga, Shoes (Alemanha, 2009), de Alex & Liane
Roisin Murphy, Movie Star (Reino Unido, 2008), de Simon Henwood
Grace Jones, Corporate Cannibal (EUA, 2008), de Nick Hooker
Sam Taylor-Wood, I’m in Love with a German Film Star (Reino Unido, 2008), de Baillie Walsh
Peter Doherty, The Last of the English Roses (Reino Unido, 2009), de Douglas Heart
Antony & The Johnsons, Another World (EUA, 2008), de Colin Whitaker
Xiu Xiu, Master of the Bump (EUA, 2008), de Courtney Fathom Sell
Final Fantasy, Blue Imelda (EUA, 2008), de M Blash
Pet Shop Boys, Love, Etc (Reino Unido, 2009), de Han Hoogerbruge
Sebastien Tellier, Divine (França, 2008), de Ace Norton

Em foco duas divas pop da música francesa, ambas com extensa e marcante obra visual. Mylène Farmer é uma das mais bem sucedidas cantoras pop da França de finais de 80 e 90. É conhecida sobretudo pelos arrojadose sumptuosos telediscos de alma cinematográfica e desde há muito é um ícone gay em terrenos francófonos. Temáticas queer marcam depois presença na não menos interessante obra em vídeo de Zazie, que desdeinícios de 90 é outra força visível da cultura pop francesa. Entre as duas passam obras de realizadores como Luc Besson, Jean Baptiste Mondino ou Abel Ferrara. N.G.

Saturday, September 27, 2008

Queer Pop: Pet Shop Boys
segundo Derek Jarman hoje às 18.00

Em 1989, para a primeira digressão dos Pet Shop Boys (que então já somavam respeitada e reconhecida carreira, sem contudo terem alguma vez passado pelos palcos), o realizador britânico Derek Jarman criou uma série de pequenos filmes que foram, depois, projectados em dois grandes ecrãs, por detrás dos músicos, em cena. São estes sete filmes que constituem a primeira parte da sessão. Vídeos musicais diferentes dos telediscos habituais, mas onde não falta, além da evidente presença de Jarman, a identidade da música e dos músicos. A sessão inclui ainda duas antigas curtas de Jarman com nova banda sonora, na forma de canções dos Pet Shop Boys, assim como os dois telediscos oficiais que o realizador para eles dirigiu.

Pet Shop Boys, Opportunities (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Heart (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Panninaro (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, It’s a Sin (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Domino Dancing – Alternative Mix (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, King’s Cross (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Always On My Mind (UK, 1989), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Violence (Hacienda Version) (UK, 1992), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Being Boring (UK, 1992), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, Rent (UK, 1987), de Derek Jarman
Pet Shop Boys, It’s a Sin (UK, 1987), de Derek Jarman


Sala 2, hoje, pelas 18.00

Sessão comentada por Nuno Galopim e João Lopes

Sunday, September 21, 2008

Queer Pop: sessão 2 hoje às 18.00

A segunda sessão Queer Pop deste ano apresenta um conjunto de 11 vídeos musicais apresentandos no último ano, nas mais variadas frentes estéticas. Apresentam-se ora artistas em estreia (Chris Garneau, na foto, Sam Sparro ou Hércules & Love Affair) ou novos vídeos de nomes já reconhecidos (Rufus Wainwright, Robin Williams, David Fonseca e Micro Áudio Waves). Há ainda uma representação de realizadores com historial em festivais de cinema gay e lésbico, nomeadamente Cam Archer (Xiu Xiu e Current 93) e Jamie Travis (Tegan & Sara) e a revelação de uma dupla de artistas italianos (Coniglioviola).

Hercules & Love Affair, Blind (USA, 2008), de Saam
Sam Sparro, Black and Gold (USA, 2008), de Alex & Liane
Rufus Wainwright, Rules and Regulations (USA, 2007), de Petro Papahadjopoulos
Chris Garneau, Relief (USA, 2008), de Daniel Stessen, Dori Oskowitz
David Fonseca, Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long Long Time) (Portugal, 2008), de David Fonseca
Micro Audio Waves, 2 Night (Portugal, 2007), de Jancl
Coniglioviola, Ci Sara (Italy, 2008), de Fabrice Coniglio, Andrea Raviola
Tegan & Sara, Back In Your Head (Canada, 2007), de Jamie Travis
Xiu Xiu, The Fox and The Rabbit (USA, 2008), de Cam Archer
Current 93, The Beautiful Dancing Dust (USA, 2008), de Cam Archer
Robbie Williams + Pet Shop Boys, She’s Madonna (UK, 2007), de Johan Renck

Saturday, September 20, 2008

Queer Pop: sessão 1 hoje às 18.00

A primeira sessão Queer Pop deste ano evoca exemplos pioneiros de expressão da cultura queer na década que assistiu ao advento do teledisco como ferramenta de promoção. Um primeiro lote lembra os Frankie Goes To Hollywood, Dead Or Alive, Divine e Bronski Beat, nomes que cruzaram pop com heranças da música de dança. A expressão da androginia em Boy George é citada nos Culture Club. A pré-história da visibilidade lésbica no teledisco passa por k.d. lang e as Índigo Girls. A sessão recorda ainda uma experiência visionária dos Pop Dell’Arte e um teledisco pouco divulgado dos Pet Shop Boys. E a arte de Derek Jarman ao serviço da pop, com a música de Marc Almond e dos Smiths.

Frankie Goes To Hollywood, Relax (UK, 1984), by Bernard Rose
Dead or Alive, I’d do Anything (UK, 1984), by Tim Pope
Divine, You Think You’re a Man (USA, 1984)
Bronski Beat + Marc Almond, I Feel Love (UK, 1985), by C. Ginnaris
Pop Dell’Arte, Querelle (Portugal, 1987), by José F. Pinheiro, Bruno Niel
Culture Club, The War Song (UK, 1984), by Russel Mulcahy
k.d. lang, Honky Tonk Angels (USA, 1988), by David Hogan
Indigo Girls, Closer to Fine (USA, 1989), by Tamara Davis
Marc Almond, Tenderness Is A Weakness (UK, 1984), by Derek Jarman
The Smiths, The Queen Is Dead (UK, 1986), by Derek Jarman
Pet Shop Boys, Panninaro (UK, 1986), by Neil Tennant, Chris Lowe

Sessão às 18.00 na Sala 2, comentada por João Lopes e Nuno Galopim

Thursday, January 3, 2008

Clássicos Queer Pop:
Bronski Beat, 1984

Os Bronski Beat surgiram da reunião do entusiasmo de três amigos, que partilhavam um pequeno apartamento em Brixton (Londres) em 1983. Com apenas nove concertos apresentados viram-se a assinar um contrato com a London Records, estreando-se discograficamente em Junho de 1984 com o single Smalltown Boy. A canção levantava uma série de questões, da homofobia à solidão, passando pelas formas de incompreensão que nascem na família perante a descoberta da homossexualidade de um filho, num registo claramente herdeiro do hi-nrg chegado das noites de Nova Iorque e São Francisco, vincando personalidade pela invulgar postura vocal de Jimmy Sommerville. A canção foi acompanhada por um teledisco, realizado por Bernard Rose, no qual a banda procurou uma ilustração narrativa directa da letra de Smalltwon Boy. O single foi um êxito estrondoso, atingindo o número três no top inglês e um inesperado número 48 nos EUA, abrindo caminho para a carreira de sucesso do álbum The Age Of Consent, editado poucos meses depois. A mais de 20 anos de distância, Smalltown Boy é hoje recordado como um dos grandes clássicos da pop dos anos 80.



Smalltown Boy
Bronski Beat, 1984
(London Records)
Canção disponível no álbum The Age Of Consent