Saturday, September 19, 2009

Espaço da Memória
Dia do Francis Bacon

19h00 - 21h30
Sala Buondi

Dia do Francis Bacon

Desafio ao Público: Pintar o Mural
Inauguração oficial da exposição Shocking Pinks

Para celebrar o centenário do nascimento do pintor Francis Bacon, o público do Queer Lisboa é desafiado a desenhar colectivamente um mural exposto na Sala Buondi.
Abertura Oficial da Exposição de Artes Plásticas Shocking Pinks com a presença dos artistas.

Queer Pop: Programa 1

18h00
Sala Buondi

Panorama 2008/09
Sessão comentada por João Lopes e Nuno Galopim
(entrada livre)


The Presets, This Boy’s In Love (Austrália, 2008), de Casper Balsev
Tiga, Shoes (Alemanha, 2009), de Alex & Liane
Roisin Murphy, Movie Star (Reino Unido, 2008), de Simon Henwood
Grace Jones, Corporate Cannibal (EUA, 2008), de Nick Hooker
Sam Taylor-Wood, I’m in Love with a German Film Star (Reino Unido, 2008), de Baillie Walsh
Peter Doherty, The Last of the English Roses (Reino Unido, 2009), de Douglas Heart
Antony & The Johnsons, Another World (EUA, 2008), de Colin Whitaker
Xiu Xiu, Master of the Bump (EUA, 2008), de Courtney Fathom Sell
Final Fantasy, Blue Imelda (EUA, 2008), de M Blash
Pet Shop Boys, Love, Etc (Reino Unido, 2009), de Han Hoogerbruge
Sebastien Tellier, Divine (França, 2008), de Ace Norton

Em foco duas divas pop da música francesa, ambas com extensa e marcante obra visual. Mylène Farmer é uma das mais bem sucedidas cantoras pop da França de finais de 80 e 90. É conhecida sobretudo pelos arrojadose sumptuosos telediscos de alma cinematográfica e desde há muito é um ícone gay em terrenos francófonos. Temáticas queer marcam depois presença na não menos interessante obra em vídeo de Zazie, que desdeinícios de 90 é outra força visível da cultura pop francesa. Entre as duas passam obras de realizadores como Luc Besson, Jean Baptiste Mondino ou Abel Ferrara. N.G.

Exposição Shocking Pinks
inagugura hoje no Cinema São Jorge

As obras estão desde ontem no foyer do Cinema São Jorge, mas só hoje tem lugar a sua inauguração oficial, pelas 19.00, na Sala Boundi, com a presença dos artistas. Ao longo dos próximos dias vamos aqui apresentar os artistas que participam nesta exposição e algumas das suas obras. Hoje aqui fica o texto dos curadores da exposição:

Esta exposição é uma tentativa de provocação. Sobretudo, provocar o que é expectável, dado que é aí que se pode realmente inscrever um desafio aos padrões que instituem o normativo. Porque mesmo quando se trata de abordar o que se entende por desvio, é difícil oferecer protagonismos a agentes menos colados a parâmetros e construções conformes a modelos entretanto ensaiados, por isso previsíveis. Ideias em torno dos fantasmas que assolam o campo social (cujo derradeiro papel, segundo alguns, poderá ser o da desestabilização, da ameaça conducente ao caos, da sabotagem) são na maior parte das vezes ideias feitas – mais claramente na sua propagação por um imaginário tipicamente conservador, de status quo; de forma menos visível, na maneira como a presença de tais ideias se esvai da ameaça que supostamente lhes está subjacente, instituindo-se apenas enquanto tubo de escape numa constelação de complexidades humanas estruturantes que, segundo nos garantem (e nós aprendemos a garantir), importa acima de tudo preservar. Aliás, no contexto dessa preservação assiste-se a um acelerar na procura de consensos alargados, de inclusão dos "transgressores" que, aparentemente, mais não procuram do que uma participação reconhecida e inofensiva num modelo social prevalecente.
No decorrer dos processos apenas esboçados, só a perda de potencialidades possivelmente bem mais interessantes, inscritas numa vontade e manifestação da diferença frente àquilo que naturalmente tende para o nivelamento, parece ser inevitável.
A actividade artística é abundante em produções que procuram pensar os sentidos do mundo noutras direcções, sublinhando a vontade irrecusável de pensar e agir de forma diferente; essa é, afinal, uma das suas mais celebradas qualidades – sendo igualmente uma das menos pensadas e possivelmente das mais temidas. Parece-nos importante tentar resgatar esse potencial, mas de uma forma menos contida e espectacular.
Seria bastante cómodo propor um projecto expositivo que oferecesse propostas caracterizadas pela agressividade ou pelo exercício de choque, ou ainda pela demonstração ilustrada de um ponto de vista correctamente estruturado; de certa forma, seria expectável que isso acontecesse. No entanto, estaríamos a sabotar aquilo que, em conjunto com os artistas e testemunhas desta exposição, nos interessa pensar bem como as formas de o fazer. Tal não passa certamente pela exploração da pose, um previsível tique decorativo sem qualquer possibilidade de abalo que se sobrepõe excessivamente a muitos dos discursos correntes na produção artística. Isso é por demais assinalável tanto nas propostas supostamente desligadas de toda e qualquer preocupação fora do âmbito "estritamente artístico", como nas obras que circulam e adquirem a tão ambicionada visibilidade com o apêndice das "preocupações" (ideológicas, políticas, humanitárias, etc).
O que nos interessou foi deixar pontas soltas. Na escolha dos artistas, na observação sobre as suas propostas (cujo resultado passa por esta apresentação), no estabelecimento de limites definidos capazes de encerrar um ponto de vista sustentado... Seria também bastante mais fácil ancorar qualquer uma destas linhas numa dissertação carregada de eficácia e segurança com princípio, meio e um confortável fim, capaz de assegurar a mais-valia de modelos que demonstrassem como e quando e a que propósito pensar a diferença.
Mas, em consonância com os verdadeiros agentes do que é estranho, do que se quer distinto, daquilo que é capaz de abalar e deixar novos incómodos, preferimos não o fazer. Esta proposta pretende assentar sobre essas formas de vontade, esquivando-se à pedagogia inscrita numa tentativa de lição sobre o que pode significar queer em Portugal (nem sequer nas artes portuguesas, e ainda que implicitamente esse seja um dos dados deste projecto), mas evitando igualmente o embate amordaçado do atordoamento com lugar marcado. Tudo aqui é mais subterrâneo, e implica necessariamente uma outra disponibilidade – ou pelo menos o fascínio de olhar por aí.
Procurou deixar-se passar (sem o deter) o contexto que nos interessou abordar de uma outra maneira, permeável às formas como os artistas apresentados a pensam, neste contexto e para este momento. Essas formas de pensar tocam-se, convidando-nos a participar nesse contacto e experimentação. Aqui está implicado um dos propósitos fundamentais desta exposição: ensaiar uma possibilidade de pensar a diferença, não de uma forma contida e exemplar, seguindo o trilho de um lado ao outro; mas em terreno aberto, instável, onde a inquietação de cada um possa concretamente tornar-se activa e participar.

João Mourão e Nuno Ramalho
Curadores da exposição Shocking Pinks

Thursday, September 17, 2009

Queer Lisboa 13: Dia 1
18 de Setembro


21h00
Gala de Abertura
Cerimónia de Abertura com a apresentação do Queer Lisboa 13, do Júri Internacional e dos Convidados Oficiais


22h00
Filme de abertura
Morrer como um homem
(To Die Like a Man)
de João Pedro Rodrigues (Portugal, França, 2009)
v.o. portuguesa e alemã legendada em inglês

Era uma vez uma guerra... Numa noite escura, um soldado deserta. Tonia, uma veterana do espectáculo de travesti lisboeta, vê desabar o mundo à sua volta. O seu estrelato é ameaçado pela concorrência das artistas mais novas. Pressionada pelo seu jovem namorado, Rosário, a assumir a identidade feminina, submetendo-se a uma operação de mudança de sexo, Tonia luta contra as suas convicções religiosas mais profundas: se, por um lado, quer tornar-se a mulher que Rosário tanto deseja, por outro, acredita que perante Deus nunca poderá ser essa mulher. E o soldado desertor, o filho que ela tinha abandonado em criança, vem à sua procura.
Tonia descobre que está doente. Com o pretexto de visitar o irmão de Rosário, foge para o campo com o namorado. Perdem-se numa floresta encantada, um mundo mágico onde encontram a enigmática Maria Bakker e a sua amiga Paula. E este encontro vai mudar as suas vidas.

Monday, September 14, 2009

Queer Lisboa 13: o spot



Spot promocional do Queer Lisboa 13, realizado por João Pedro Rodrigues

Queer Lisboa 13: A programação

O programa completo do Queer Lisboa 13 já se encontra disponível aqui.

Queer Lisboa 13: A apresentação

Num ano em que a crise económica internacional marca as vidas de todos, é bem sabido que a cultura, não tida como um bem essencial, é uma das primeiras vítimas de sucessivos cortes orçamentais, particularmente por parte da iniciativa privada. Apesar de um decréscimo na ordem dos 20% em termos de orçamento global em relação à sua edição anterior, foi-nos possível garantir os principais apoios para a presente edição, de forma a mantermos a qualidade que o nosso público merece e a que nós nos exigimos. Desta forma, o Queer Lisboa 13 – 13º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, a decorrer entre 18 e 26 de Setembro, nas três salas do Cinema São Jorge, promete continuar a ser a maior celebração da cultura queer no nosso país.

Com um total de 95 filmes programados, pretendemos que esta selecção seja uma mostra do melhor que foi produzido nos passados dois anos, de entre os mais de 500 títulos que foram visionados pelos nossos programadores. O Cinema Queer é já um género estabelecido e o Queer Lisboa a sua principal montra entre nós. E é esta responsabilidade que foi estruturando o Festival nas suas diferentes secções, oferecendo uma leitura temática e crítica destas mesmas cinematografias, para além de um conjunto de novidades na presente edição que, partindo do cinema, celebram a cultura queer nas suas mais diversas manifestações.

Na Gala de Abertura do Queer Lisboa 13, a decorrer no dia 18 às 21h00, na Sala 1 do Cinema São Jorge, será apresentado o Júri Internacional e Convidados Oficiais, bem como toda a programação e eventos do Festival, numa cerimónia que promete algumas surpresas…
Como filme de abertura será exibido, no dia 18 de Setembro, pelas 22h00, em antestreia nacional, Morrer como um homem, a nova longa-metragem de João Pedro Rodrigues, com a presença do realizador, elenco e equipa técnica. O filme teve primeira exibição mundial no Festival de Cannes em Maio deste ano. Antes de Lisboa o filme terá ainda estreia americana no Festival Internacional de Cinema de Toronto. A sessão conta com apoio da Rosa Filmes e da Zon-Lusomundo. Depois de em 2000, no 4º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, termos apresentado a sua primeira longa-metragem, O Fantasma (2000), para uma sala ocupada bem acima da sua capacidade de 700 lugares, no Fórum Lisboa, é uma honra para nós acolher a antestreia nacional do mais recente filme de João Pedro Rodrigues. A estreia comercial do filme em salas portuguesas está marcada para o mês de Outubro.

Numa nova iniciativa, o Festival irá dirigir anualmente o convite a um realizador nacional para realizar o spot publicitário. O Queer Lisboa 13 contará assim com um spot de 20 segundos idealizado e realizado por João Pedro Rodrigues, com a voz de Ana Zanatti. Pretende-se que este importante veículo de promoção do Festival seja, ele próprio, cinema. Todos os anos, um novo realizador emprestará a sua visão à construção da imagem do Festival.

Na Secção Competitiva para a Melhor Longa-Metragem de Ficção, com 10 títulos a concurso, o júri internacional é este ano constituído pelo escritor Richard Zimler (E.U.A., Portugal), pela actriz e encenadora Isabel Medina (Portugal), pelo crítico de cinema Boyd van Hoeij (Luxemburgo), pela programadora Florence Fradelizi (França) e pela programadora e distribuidora Ricke Merighi (Itália). O Júri desta secção elegerá o Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz.

Na Secção Competitiva para o Melhor Documentário concorrem 10 títulos e o Melhor Filme será escolhido pelo Júri constituído pelo psicólogo Nuno Nodin (Portugal), pela programadora Melissa Pritchard (Alemanha) e pelo realizador Oded Lotan (Israel).

A Secção Competitiva para a Melhor Curta-Metragem conta com 26 filmes a concurso, e o Melhor Filme será eleito pelo público do Festival, segundo votação de 1 a 10 à saída de cada sessão. O valor pecuniário dos prémios da competição, patrocinados por diversas entidades privadas, é de 1.000,00€ para a Melhor Longa-Metragem, 1.000,00€ para o Melhor Documentário, e de 500,00€ para a Melhor Curta-Metragem. Os prémios de Melhor Actor e de Melhor Actriz da Competição para a Melhor Longa-Metragem, são Prémios de Menção.

Este ano, na Secção Panorama Longas-Metragens, foi programado um conjunto de títulos que aborda a temática da juventude. Foram frequentes as histórias de saída do armário e de descoberta da sexualidade que marcaram o cinema gay na sua fase de afirmação nos anos 1990. As seis longas-metragens que propomos nesta secção revelam-nos como a abordagem desta temática específica evoluiu nestes últimos anos, cruzando-se, quer com temas mais sombrios e arriscados, quer com uma percepção de múltiplas formas de viver-se a sexualidade, com cada vez menor peso de qualquer factor traumático.

Uma aposta ganha da edição anterior do Queer Lisboa foi, sem dúvida, a Secção Queer Art, dedicada às cinematografias mais experimentais e de carácter mais marginal, bem como a uma mostra documental versando as mais diversas personalidades que contribuíram para a afirmação e divulgação da cultura queer. Para a presente edição do Queer Art, dedicaremos dois programas ao particular trabalho de dois realizadores: o austríaco Albert Sackl e o americano Michael Cox, em duas propostas de perspectivar a representação do eu. No formato de Longa-Metragem, serão exibidos três documentários e uma ficção – quatro propostas radicalmente diversas entre si e ilustrativas do factor de transgressão na arte. Por fim, um programa de curtas lésbico e um programa gay, onde um conjunto de realizadores propõem uma forma particular de olhar e pensar o corpo, fecham esta secção.

Ainda no contexto do Queer Art, e numa procura de cruzar as várias linguagens e abordagens à cultura queer, este ano apresentamos uma exposição de artes plásticas, com curadoria de João Mourão e Nuno Ramalho. Com inauguração marcada para as 19h00 do dia 19 de Setembro, a exposição Shocking Pinks estará patente nos vários espaços do Cinema São Jorge, até final do Festival. Participam na mostra os artistas plásticos: Ana-Perez Quiroga, André Alves, Ângelo Ferreira de Sousa + Carla Cruz, Carla Filipe, João Leonardo e Luísa Cunha, com uma participação especial do colectivo CALHAU!

A Secção Queer Pop apresenta este ano dois programas de telediscos, comentados por João Lopes e Nuno Galopim. O Programa 1 é uma mostra do mais emblemático que foi produzido nos últimos dois anos, em termos de cruzamento das linguagens musicais com as estéticas queer audiovisuais. O Programa 2 é uma homenagem a dois nomes maiores da música francesa, Mylène Farmer e Zazie, dois casos onde o uso do teledisco foi sempre mais além do mero objectivo promocional. O Queer Pop conta ainda com a exibição de dois documentários: um sobre a banda Pansy Division e um outro dedicado a esse nome maior do panorama musical norte-americano, Arthur Russell.

Às meias-noites na Sala 1, estão de regresso as populares Noites Hard. Não restam dúvidas hoje que a pornografia gay foi pioneira e teve uma importância central na legitimação da homossexualidade. Durante anos, foi neste cinema que jovens (e menos jovens) gays, se reviam, não só em termos do seu desejo, mas como percepção do mesmo como coisa normal. As Noites Hard do Queer Lisboa 13 prestam homenagem a este cinema, através de um conjunto de sessões vintage, gay e lésbicas. E porque o cinema de conteúdo mais explícito não se restringe aquele hoje amplamente divulgado pela indústria para adultos, é esta também a oportunidade de conhecer um conjunto de produções recentes de cineastas que exploram este género, elevando-o a novos patamares de experimentação visual e narrativa.

Outra grande novidade da presente edição do Queer Lisboa, é a criação do Espaço da Memória. Durante sete dias consecutivos, a Sala Buondi abre-se a todos, entre as 19h00 e as 21h30, de forma a celebrar um conjunto de efemérides. Através da programação de concertos, sessões de poesia, sessões de cinema, conversas com várias personalidades ou desafios ao público, assinalaremos os cem anos sobre o nascimento do pintor irlandês Francis Bacon, os vinte anos sobre a morte de António Variações, os cinquenta anos sobre a morte de António Botto, o 40º aniversário dos motins de Stonewall, os dez anos volvidos sobre a morte de Amália, os vinte anos da queda do muro de Berlim e os quarenta anos sobre a morte de Judy Garland. Ainda no contexto do Espaço Lounge, serão exibidos dois filmes, ligados a estas efemérides: Westler: East of the Wall, de Wieland Speck, e The Wizard of Oz, de Victor Fleming, em cópia de 35mm, numa colaboração da Cinemateca Portuguesa com o Queer Lisboa, e que terá exibição em grande ecrã na Sala 1.

Presente há já vários anos no Queer Lisboa, será de novo montado o Queer Market, a funcionar no foyer do 1º piso do Cinema São Jorge, com a venda de livros e DVD de temática queer. O Queer Market tem sido o reflexo de como – embora ainda lentamente, se comparado com a restante Europa ocidental –, o mercado nacional livreiro e da distribuição em DVD tem aderido a esta temática. No decorrer do Festival, associamo-nos ao lançamento de mais três DVD em território nacional: The Living End, Fora da Lei e The Celluloid Closet.

No Sábado, dia 26, às 21h00, tem lugar a Gala de Encerramento do Queer Lisboa 13. Oportunidade para conhecer os vencedores das diferentes categorias das secções competitivas, anunciados pelo Júri Internacional. Às 22h00, será exibida a longa-metragem norte-americana Were the World Mine, realizada por Tom Gustafson, uma comédia musical gay, vencedora de dezenas de prémios nos mais prestigiados Festivais de Cinema.

Uma vez mais, o Cinema dos E.U.A. é aquele mais representado na presente edição do Queer Lisboa, reflexo da pujança do mercado comercial e independente neste país, com um total de 29 filmes. A produção portuguesa está representada com um total de sete títulos, a par com o Brasil. Outros países com uma expressiva representação são o Reino Unido (9), a Áustria (9) ou a Alemanha (8). Países com uma crescente produção de cinema queer, como a Coreia do Sul, México, Israel, Tailândia ou Taiwan, estão de igual modo presentes na nossa programação.

O Queer Lisboa 13 está lançado. E porque o Cinema Queer é um Cinema que fala das vidas de todos e todas, também este Festival é para todos e todas. São as vidas de todos nós no grande ecrã. Estamos no São Jorge à sua espera!

João Ferreira
Director do Queer Lisboa

Saturday, August 1, 2009

Queer Lisboa 13:
primeiras notícias


Com um total de 95 filmes programados, e o alto patrocínio do Instituto do Cinema e do Audiovisual – Ministério da Cultura, da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC, o Queer Lisboa mantém a sua forte aposta nas Secções Competitivas para Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário e Melhor Curta-Metragem. Na Secção Competitiva para a Melhor Longa-Metragem de Ficção, o júri é este ano constituído pelo escritor Richard Zimler (E.U.A., Portugal), pela actriz e encenadora Isabel Medina (Portugal), pelo crítico de cinema Boyd van Hoeij (Luxemburgo), pela programadora Florence Fradelizi (França) e pela programadora e distribuidora Ricke Merighi (Itália). Quanto ao Melhor Documentário, será escolhido pelo psicólogo Nuno Nodin (Portugal), pela programadora Melissa Pritchard (Alemanha) e pelo realizador Oded Lotan (Israel). Já a Melhor Curta-Metragem será eleita pelo voto do público.

Como filme de abertura será exibido, no dia 18 de Setembro, pelas 21h00, em antestreia nacional, Morrer como um homem, a nova longa-metragem de João Pedro Rodrigues, com a presença do realizador, elenco e equipa técnica. O filme teve primeira exibição mundial no Festival de Cannes em Maio deste ano. Antes de Lisboa, o filme terá ainda estreia americana no Festival Internacional de Cinema de Toronto. A sessão conta com o apoio da Rosa Filmes e da Zon-Lusomundo. Depois de em 2000, no 4º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, termos apresentado a sua primeira longa-metragem, O Fantasma (2000), para uma sala ocupada bem acima da sua capacidade de 700 lugares, no Fórum Lisboa, é uma honra para nós acolher a antestreia nacional do mais recente filme de João Pedro Rodrigues. A estreia comercial do filme em salas portuguesas está prevista para o mês de Outubro.

Numa nova iniciativa, o Festival irá dirigir anualmente o convite a um cineasta nacional para realizar o spot publicitário. O Queer Lisboa 13 contará assim com um spot de 20 segundos idealizado e realizado por João Pedro Rodrigues, com a voz de Ana Zanatti. Pretende-se que este importante veículo de promoção do Festival seja, ele próprio, cinema. Todos os anos, um novo realizador emprestará a sua visão à construção da imagem do Festival.

Na noite de encerramento será apresentado Were the World Mine, do americano Tom Gustafson, comédia musical gay. Galardoada com os prémios de Melhor Longa-Metragem LGBT no 39º Festival de Cinema de Nashville (E.U.A., 2008), Prémio do Público para Melhor Longa-Metragem no 23º Festival Internacional de Cinema LGBT de Turim (Itália, 2008) e Prémio Scion para Melhor Novo Realizador no 13º Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Filadélfia (E.U.A., 2008), entre outros, será exibido Sábado, dia 26, às 21h00, após a Gala de Encerramento.

Entre as novidades do Festival deste ano é também de destacar o Espaço da Memória, que nesta primeira edição vai celebrar sete efemérides da cultura queer, através de concertos, leituras de poesia, sessões de cinema, conversas com várias personalidades ou desafios ao público. Do escritor António Botto ao pintor Francis Bacon, de Amália a Variações, visitando Stonewall e o Muro de Berlin, sem esquecer a inimitável Judy Garland, o Espaço da Memória funcionará num Espaço Lounge especialmente preparado para o efeito no Cinema S. Jorge, com música ambiente e uma exposição permanente.

Este ano, a Secção Panorama exibe um conjunto de seis filmes sobre a temática da juventude. Apostas ganhas nas edições anteriores do Festival, oportunidade também para assistir às Secções Queer Art e Queer Pop, e às populares Noites Hard.

Por fim, o espaço do Cinema São Jorge acolherá a exposição Shocking Pinks. Com curadoria de João Mourão e Nuno Ramalho, vários artistas plásticos portugueses foram convidados a ocupar diversos espaços deste emblemático Cinema, durante o período do Festival, com obras que desafiam a representação do queer na arte.

A programação completa do Queer Lisboa 13, convidados oficiais e actividades do Espaço da Memória, serão anunciados em Conferência de Imprensa a decorrer no dia 8 de Setembro, às 10h30, no Cinema São Jorge.

Wednesday, May 13, 2009

100 clássicos do cinema gay

Foi lançado há dias em Turim, por ocasião da mais recente edição do Festival de Cinema LGBT: Da Sodoma a Hollywood, o livro 100 Classici del Cinema Gay: Il Film Che Cambiano la Vita, do italiano Vincenzo Patané. O livro percorre cem títulos da história da cinematografia queer estreados entre 1931 e 1994, acrescentando depois um capítulo sobre os festivais de cinema gay e lésbico, com particular atenção pelos que têm lugar em Itália. O autor tem já uma extensa bibliografia publicada, entre a qual vários outros títulos dedicados ao cinema queer como A qualcuno piace gay. Guida al cinema gay e lesbico in videocassetta (1995), L’Omosessualita nel cinema americano 1987/1998 (1999) ou L'altra metà dell'amore. Dieci anni di cinema omosessuale (2005).

Vicenzo Patane’s book 100 Classici del Cinema Gay: Il Film Che Cambiano la Vita was recently released in Turim, during the 2009 LGBT Film Festival: Da Sodoma a Hollywood. The book covers one hundred titles from the history of queer cinema released beetween 1931 and 1994 and features a chapter on gay & lesbian film festivals, covering with detail those which have been organized in Italy. The author has already an extensive publishing career which includes other titles on queer cinema such as A qualcuno piace gay. Guida al cinema gay e lesbico in videocassetta (1995), L’Omosessualita nel cinema americano 1987/1998 (1999) ou L'altra metà dell'amore. Dieci anni di cinema omosessuale (2005).

Monday, May 4, 2009

24th Turin LGBT Film Festival
Os vencedores / The Winners

A 24ª edição do Festival de Cinema LGBT de Turim terminou a 30 de Abril. Estiveram presentes em Turim elementos da equipa de programação e produção do Queer Lisboa. Leonera, de Pablo Trapero venceu o Prémio de Melhor Longa Metragem de Ficção. Nos documentários, uma vitória ex-aequo para os filmes Khastegi - Sex My Life, de Bahman Motamedian e Out In India - A Family's Journey, de Tom Keegan. Esmir Filho, com Saliva, vence pelo segundo ano consecutivo na categoria de Melhor Curta Metragem. O filme que mais prémios colheu ao longo da noite foi Wu sheng feng ling - Soundless Wind Chime, de Kit Hung, que juntou a uma menção especial do juri de Longas Metragens o Prémio do Público e o Prémio Nuovi Sguardi. Aqui fica a lista dos vencedores do festival italiano:

The 24th Turin LGBT Film Festival had its Closing Ceremony on the 30th April. Queer Lisboa programmers and producer were present in this Festival. Best Feature Film was Leonera, by Pablo Trapero. The documentary jury gave an ex-aequo award to both Khastegi - Sex My Life, by Bahman Motamedian and Out In India - A Family's Journey, by Tom Keegan. Esmir Filho' Saliva got the Best Short award for second year in a row. Wu sheng feng ling - Soundless Wind Chime, by Kit Hung, colected several awards. Besides a special mention by the Feature Film jury, it also got both an audience award and the Novi Sguardi award.The winners of the Competition Sections were as follows:

BEST FEATURE FILM COMPETITION
Winner:
Leonera - Lion's Den, by Pablo Trapero (Argentina, South Korea, Brasil, 2008)

Jury Special Mention:
Elève libre - Private Lessons, by Joachim Lafosse (Belgium, 2008) – actor Jonas Bloquet
Wu sheng feng ling - Soundless Wind Chime, by Kit Hung (Hong Kong, China, Switzerland, 2009)

BEST DOCUMENTARY COMPETITION
Winners (ex-aequo):
Khastegi - Sex My Life, by Bahman Motamedian (Iran, 2008)
Out in India: A Family's Journey, by Tom Keegan (USA, India, 2007)

Jury Special Mention:
Giorgio / Giorgia... storia di una voce – Giorgio / Giorgia... History of a Voice, by Gianfranco Mingozzi (Italy, 2008)

BEST SHORT FILM COMPETITION
Winner:
Saliva, by Esmir Filho (Brasil, 2008)

Jury Special Mention:
Même pas mort, by Claudine Natkin (France, 2008)

“NUOVI SGUARDI” AWARD 2009
Wu sheng feng ling - Soundless Wind Chime, by Kit Hung (Hong Kong, China, Switzerland, 2009)

AUDIENCE AWARD
Best Feature Film
Wu sheng feng ling - Soundless Wind Chime, by Kit Hung (Hong Kong, China, Switzerland, 2009)

Best Documentary
Queer China - Comrade China by Cui Zi'en (China, 2008)

Best Short Film
Tanjong Rhu - The Casuarina Cove, by Boo Junfeng (Singapore, 2008)